quinta-feira, 30 de junho de 2011

Linux - Uma Alternativa Poderosa [Parte 2]


PERMISSÕES DE ARQUIVOS

             
            Por sido criado para funcionar em um ambiente de rede, o Linux precisa garantir que determinados usuários acessem somente áreas á qual podem ter acesso, isso é possível devido às permissões de acesso. Com elas, evitam – se muitos problemas.

            As permissões aplicam - se a arquivos e diretórios e são dos tipos:

- Leitura (r)
- Escrita (w)
- Execução (x)

            Para caso em que é necessário que mais de um usuário tenha acesso a um arquivo ou grupo de arquivos, eles podem ser colocados em um grupo e a esse grupo devem ser dadas as permissões adequadas; essa prática facilita e muito a administração dos usuários e da rede. 
            
           Os grupos são muito úteis quando se trata da inclusão de novos usuários, que precisa ter as mesmas permissões de acesso de alguns já existentes.
            O Linux já vem com alguns grupos predefinidos, porém outros podem ser criados, assim como os existentes alterados.
            Para visualizar as permissões de um arquivo no modo texto basta seguir alguns passos:

- Aperte Alt + F2

 
- digite konsole no espaço reservado para o comando

            Desse modo iremos entrar no modo texto do Sistema Linux, estando dentro do modo texto escolha um diretório e acesse-o através do comando “cd” e depois digite o comando indicado abaixo: 
 
- digite: ls -1 


 
           Repare que no lado esquerdo do Konsole ficam registradas as informações de permissões contidas no arquivo e após o primeiro caractere de cada linha existem mais nove. Esses nove são divididos em grupos de três e mostram as permissões de leitura (r), escrita (w) e execução (x).
          Baseado na figura acima nós podemos observar que os dez dígitos mencionados são classificados da seguinte forma: 

           Logo temos que do dígito 2 ao dígito 4, encontra – se o usuário dono do arquivo.
            Do dígito 5 ao  dígito 7, encontra – se o grupo da qual o usuário que é dono do arquivo faz parte e suas permissões.
            Do dígito 8 ao dígito 10, encontra – se as permissões para os outros usuários.
            Podemos mudar as permissões de um arquivo ou grupo de arquivos, para isso precisamos entender como funcionam esse sistema e sua simbologia.
            Na tabela abaixo mostraremos como funciona essa simbologia.


 
Legenda:

UTILIZADORES

U – Permissão de usuário
G – Permissão de grupo
O – Permissão para outros
A – Permissão para todos

PERMISSÕES

R –  leitura
W – escrita
X –  execultar

OPERADORES 

+ - adiciona permissão
-  - remove  permissão
= - define    permissão

            Para alterar um arquivo no Linux podemos utilizar a forma literal ou a forma numérica.
            O comando usado para alterar as permissões em um arquivo é o chmod.

Forma literal:


 
Forma numérica:


 
Como aplicar as permissões:

Forma numérica:



 
           Repare que cada letra possui um valor e que cada utilizador possui seu valor através da soma dos valores correspondentes, formando um único valor, assim a soma de todas as permissões dão 7 para cada um dos utilizadores . Se aplicarmos chmod 777 daremos permissão total ao arquivo em questão.
            No exemplo anterior o comando ficaria: “chmod 755 nome do arquivo”, onde o utilizador “dono” teria 7(r = 4 + w = 2 + x = 1), ou seja, teria permissão total. O utilizador “grupo” teria 5(r = 4 + w = 0 + x = 1), ou seja, teria permissão de leitura e execução. O utilizador “outros” teria 5 (r = 4 + w = 0 + x = 1), ou seja, teria permissão de leitura e execução também.

Forma literal:

 
             Repare que entre o comando e o nome do arquivo temos três caracteres “ u ”, “ + ” e o “ r ”, esses três caracteres iram indicar o grupo, adição e subtração da permissão e qual é o tipo de permissão que será atribuído ao arquivo respectivamente.
            Nesse caso será incluída a permissão de leitura “ r ” ao grupo tendo como referencia o documento “ file.html ”.
            No exemplo mencionado acima temos “ u + r ”, onde o primeiro caráter refere – se ao utilizador, o segundo refere – se à adição ou subtração de permissões e o terceiro a o tipo de permissão que será adicionado ou subtraído do documento.
            Na tabela abaixo teremos alguns exemplos de permissões na forma numérica e na forma literal.