terça-feira, 12 de julho de 2011

Linux - Uma Alternativa Poderosa [Parte 3]


PARTIÇÕES

Tipo de Partições

Primárias -São as partições que contém um sistema de arquivos. Num HD deve haver no mínimo uma e no máximo quatro partições primárias. Se exestirem quatro partições primárias, nenhuma outra partição poderá existir neste disco. Por isso, o padrão é que somente as partições onde serão instalados os sistemas operacionais sejam definidas como primárias, mas isso não é regra, uma vez que alguns sistemas operacionais, como o linux, podem ser totalmente instalados dentro de partições lógicas.

Extendidas - São partições primárias especiais, que ao invés de receber um sitema de arquivos abriga outras partições lógicas. Num disco pode existir somente um partição extendida.

Lógica - São partições criadas dentro das partições extendidas. Essas partições, assim como as primárias, recebem sistemas de arquivos. Dentro de uma partição extendidas pode existir no máximo 12 partições lógicas. Cada partição é indentificada como um dispositivo à parte. No linux essas partições são identificadas como:

/dev/[tipo de disco][disco][partição] 

Os tipos de discos podem ser:

hd - Disco Rígido IDE
sd - Disco Rígido SCSI ou SATA

O disco é substituido pela letra correspondente á unidade de disco:

a: Primary Master
b: Primary Slave
c: Secundary Master
d: Secondary Slave

Exemplos:



No exemplo anterior a partição:

- /dev/hda1: Disco rígido IDE (HD)

A Partição Swap - Para a instalação básica de um sistema Linux são necessárias pelo menos duas partições: uma principal, onde será instalado o sistema, e uma partição swap, conhecida também como área de troca. A função da partição swap é funcionar como memória virtual. A memória virtual é um recurso que utiliza o disco rígido para armazenar dados não utilizados na memória RAM, liberando-a para receber mais dados. Isso torna o sistema mais estável e evita que ele se torne excessivamente lento quando muitas aplicações são executadas simultaneamente. A partição swap deve ser dimensionada de acordo com a quantidade de memória RAM instalada e a carga de trabalho da máquina.

Primárias e Extendidas

- Primárias: Uma partição é uma divisão lógica de um dispositivo físico a BIOS (Basic, Input, Output e System) e só reconhece 4 partições (ou somente 4 partições inicializáveis).
  
- Extendidas: É uma extensão de uma partição primária, a qual provê mais partições. No caso de SCSI, todas são inicializáveis. Para SATA, este é também tratado como SCSI pelo sistema. Porém, como IDE pela BIOS.

OBS: Para a criação de uma partição lógica, é necessária uma partição primária.
 

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Linux - Uma Alternativa Poderosa [Parte 2]


PERMISSÕES DE ARQUIVOS

             
            Por sido criado para funcionar em um ambiente de rede, o Linux precisa garantir que determinados usuários acessem somente áreas á qual podem ter acesso, isso é possível devido às permissões de acesso. Com elas, evitam – se muitos problemas.

            As permissões aplicam - se a arquivos e diretórios e são dos tipos:

- Leitura (r)
- Escrita (w)
- Execução (x)

            Para caso em que é necessário que mais de um usuário tenha acesso a um arquivo ou grupo de arquivos, eles podem ser colocados em um grupo e a esse grupo devem ser dadas as permissões adequadas; essa prática facilita e muito a administração dos usuários e da rede. 
            
           Os grupos são muito úteis quando se trata da inclusão de novos usuários, que precisa ter as mesmas permissões de acesso de alguns já existentes.
            O Linux já vem com alguns grupos predefinidos, porém outros podem ser criados, assim como os existentes alterados.
            Para visualizar as permissões de um arquivo no modo texto basta seguir alguns passos:

- Aperte Alt + F2

 
- digite konsole no espaço reservado para o comando

            Desse modo iremos entrar no modo texto do Sistema Linux, estando dentro do modo texto escolha um diretório e acesse-o através do comando “cd” e depois digite o comando indicado abaixo: 
 
- digite: ls -1 


 
           Repare que no lado esquerdo do Konsole ficam registradas as informações de permissões contidas no arquivo e após o primeiro caractere de cada linha existem mais nove. Esses nove são divididos em grupos de três e mostram as permissões de leitura (r), escrita (w) e execução (x).
          Baseado na figura acima nós podemos observar que os dez dígitos mencionados são classificados da seguinte forma: 

           Logo temos que do dígito 2 ao dígito 4, encontra – se o usuário dono do arquivo.
            Do dígito 5 ao  dígito 7, encontra – se o grupo da qual o usuário que é dono do arquivo faz parte e suas permissões.
            Do dígito 8 ao dígito 10, encontra – se as permissões para os outros usuários.
            Podemos mudar as permissões de um arquivo ou grupo de arquivos, para isso precisamos entender como funcionam esse sistema e sua simbologia.
            Na tabela abaixo mostraremos como funciona essa simbologia.


 
Legenda:

UTILIZADORES

U – Permissão de usuário
G – Permissão de grupo
O – Permissão para outros
A – Permissão para todos

PERMISSÕES

R –  leitura
W – escrita
X –  execultar

OPERADORES 

+ - adiciona permissão
-  - remove  permissão
= - define    permissão

            Para alterar um arquivo no Linux podemos utilizar a forma literal ou a forma numérica.
            O comando usado para alterar as permissões em um arquivo é o chmod.

Forma literal:


 
Forma numérica:


 
Como aplicar as permissões:

Forma numérica:



 
           Repare que cada letra possui um valor e que cada utilizador possui seu valor através da soma dos valores correspondentes, formando um único valor, assim a soma de todas as permissões dão 7 para cada um dos utilizadores . Se aplicarmos chmod 777 daremos permissão total ao arquivo em questão.
            No exemplo anterior o comando ficaria: “chmod 755 nome do arquivo”, onde o utilizador “dono” teria 7(r = 4 + w = 2 + x = 1), ou seja, teria permissão total. O utilizador “grupo” teria 5(r = 4 + w = 0 + x = 1), ou seja, teria permissão de leitura e execução. O utilizador “outros” teria 5 (r = 4 + w = 0 + x = 1), ou seja, teria permissão de leitura e execução também.

Forma literal:

 
             Repare que entre o comando e o nome do arquivo temos três caracteres “ u ”, “ + ” e o “ r ”, esses três caracteres iram indicar o grupo, adição e subtração da permissão e qual é o tipo de permissão que será atribuído ao arquivo respectivamente.
            Nesse caso será incluída a permissão de leitura “ r ” ao grupo tendo como referencia o documento “ file.html ”.
            No exemplo mencionado acima temos “ u + r ”, onde o primeiro caráter refere – se ao utilizador, o segundo refere – se à adição ou subtração de permissões e o terceiro a o tipo de permissão que será adicionado ou subtraído do documento.
            Na tabela abaixo teremos alguns exemplos de permissões na forma numérica e na forma literal.